domingo, 21 de novembro de 2010

vinte e um

Bom dia fiel amigo blog!
O que é que me apetece dizer nesta manhã tão calma, tão húmida e tão estranha?! Parece que esta noite sonhei a nossa história desde o inicio até ao fim, de quando tu eras o SOL e eu a LUA, das alturas em que fazíamos um eclipse, da época em que as mensagens eram constantes e eu contava contigo para tudo e tu comigo, de quando eu sabia da tua existência, que estavas bem, onde e com quem estavas, até de que disciplinas estavas a ter, e a que horas entravas para o trabalho, os sonhos trouxeram-me á realidade se é que posso dizer assim. Não é de todo certo eu negar que gostava de ser alguém na tua vida, não o sou mas gostava de o ser, admito; Mas eu não posso exigir nada, nem a ti nem a ninguém. Talvez seja uma escolha tua, a melhor para ti. De qualquer modo voltemos aos sonhos. Afinal eu sonho porquê? E com isto porquê? São saudades? O mundo confunde-me, transtorna-me e invade-me de coisas loucas. Mas… na verdade acho que são tudo saudades de me dar bem contigo, de sentir que te tenho do meu lado, de saber que faça eu o que fizer tu estás para me apoiar, não encontro outra explicação, talvez seja melhor até. Tenho imensa vontade de te der a meu lado, como dantes, quando ainda haviam eclipses. Sou ridícula? Nada no mundo é ridículo, apenas existem coisas estranhas e difíceis de perceber. Mas agora que me sentei e que raciocinei sobre o que fui contagiada esta noite, afiiinaaaal eu acordei… e só teve um início, não vi nada terminar, mas que raio. Ai, se eu pudesse sentir sem ser nos sonhos que afinal os eclipses não acabaram, que nada terminou, e que um dia tudo volta, ai se eu pudesse! Mandaria parar o mundo e levava-te para o centro do outro, faria com que o sol e a lua nunca deixassem de se desencontrar, impunha ordens para que houvesse um eclipse mil vezes por dia, acho que até as nuvens eu mandava desviar. Vá chega de imaginações. TENHO SAUDADES TUAS! (admito). Foram 3 anos. Foram mais DEZ meses com participação especial, especialíssima, especialérrima, tudo o que se possa chamar além disto; nunca vou deixar de recordar que ‘hoje é dia 21’, pode tudo estar acabado, a nossa história ter chegado ao fim, mas… dou-lhe importância como se estivesses comigo, como se fosse tudo desde a primeira palavra que te dirigi. Afinal de contas, e de voltas e de mil e uma merdas, e de toda a minha indiferença, o amor permanece, e não desaparece, nunca se esquece. É verdade… digam o que disserem, eu não sou dona do meu coração! Se pudesse ai se eu pudesse! Na verdade vais ser sempre a única de quem vou gostar com todos os defeitos estampados na cara, sabes?! E afinal o que me resta é: dar tempo ao tempo, e esperar, porque tudo o resto vem por acréscimo….

Solta-se um silêncio endurecedor
E arrepio-me,
Desejo abraçar-te,
Mas não te tenho.
Relembro a tua mão a tocar o meu corpo,
O teu olhar a contemplar o meu sorriso,
O teu respirar a atrapalhar-me os sentidos.
Sinto saudade.
Fico a tremelicar com frio,
Como a suar de tanto calor.
Não te sinto!
Não te tenho!
Sofro na pele a tua ausência,
A tua presença descontrolada,
Sem hora marcada,
Sem expectativa elevada.
Não consigo aclarar em mim
O que sinto por ti.
Não consigo dar o braço a torcer,
Pelo que quero de ti.
Ando meio tonta pelo Mundo,
A vaguear entre expectativas
E vontades loucas de te ter.
Não tenho coragem para te procurar,
Nem tão pouco para lutar por ti.
Sinto-me sem forças,
Porque receio não te merecer.
Hoje és o meu sol, és quem eu amo.
Amanhã quem serás?!
Tenho medo, muito medo.



Por favor, manda-me um sinal, um único sinal por mais pequeno que seja, manda-me!

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